A incrível arte de existir em público

admin

Até antes de ontem esse artigo estava previsto para iniciar falando do estado de “estar em público, em corpo e fala”, deste poder que vem do posicionamento diante de uma plateia atenta a tudo que dizemos, aos nossos movimentos e aos valores que carregamos em nossas falas…

Com a confirmação da eleição de Trump (um candidato pautado em racismos, egocentrismos e outros desvios)  e uma postagem em minha linha do tempo no facebook, que fez um comparativo entre as imagens de Hitler e de Trump,  

percebo como o centro pode ser colocado na palavra “poder”, e na existência que é construída em público, e para o público.

É`inegável que nossa imagem pública é diferente da porção pública que ousamos mostrar e exercer. No íntimo somos instintos e comportamentos que em público, e no contexto social, domamos, ao menos para definir uma imagem que agregue aos nossos objetivos sociais. Não podemos ser tão íntimos com o cliente, ou o gestor, ou até mesmo aquele colega de trabalho (mesmo que compartilhemos os mesmos espaços durante 8 horas diárias), sob pena de sermos excluídos por hábitos e comportamentos só aceitos no seio dos mais próximos (afinal, ali deveria ser mesmo o lugar do relaxamento – e isso será conversa de outra postagem…).

Fato é que o palco do falar em público, do exercer uma imagem público exacerba ainda mais a opção (e necessidade?) de desenvolvermos uma imagem pública. Gestual, ação, tom de fala, escolha de palavras e assuntos, e mesmo encenações calculadas, moldam de tal forma essa condição de existência que  podemos enxergar tudo isso como uma grande arte performática. Eu até ouso dizer:

“ é a arte que nunca sai de moda, e que mais inova…: pessoas performáticas criando seus seguidores.”

Alguém duvida da incrível arte de existir em público, e seus impactos?

Transcrevo abaixo a postagem que vi, para você entender minha “inspiração\reflexão:

(“Trump e Hitler!!!

* Ambos foram por especialistas atestados com graves distúrbios de personalidade, incluindo paranoia, mania de grandeza e uma autoimagem divina;

* Ambos chegaram ao poder devido suas habilidades de oratória e seu lado artístico e suas explosões emocionais cuidadosamente planejadas;

* Ambos com discursos xenofóbico, homofóbico, misógino e fanatismo religioso;

* Ambos tiveram várias parceiras, humilhavam e abusavam de mulheres;

* Ambos autoritários, com poucos amigos, arrogantes e difícil agradar;

* Ambos com imagens “caricatas”;

*Trump ignora sua origem mestiça “alemã” e Hitler ignora sua origem mestiça “judia” )

(via Patricia Alencar)

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